Daniella Maria Giusti Adnet, a Dani Calabresa, tem um grande desafio profissional na noite desta segunda-feira (18). Ela estreia no humorístico CQC e, desde o anúncio de que trocaria a MTV pela Band, se tornou automaticamente a principal estrela do programa que chega à sua sexta temporada – após sofrer nos últimos tempos baixas significativas, como Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Rafael Cortez.
Nascida em São Bernardo do Campo, na região do ABC, em 12 de novembro de 1981, Dani tem tempo nato para a comédia. Sabe fazer graça como ninguém. A gente ri dela sem se esforçar. Como tem de ser.
A mudança de trabalho ocorreu no mesmo instante em que seu marido, o também comediante Marcelo Adnet, também resolveu deixar a MTV rumo à Globo.
Nesta Entrevista do Arcanjo, Dani fala sobre o novo momento profissional e também conta como vai lidar com a separação do marido, que agora vai trabalhar no Rio, enquanto ela permanece em São Paulo.
Questionada se tem medo de que as “periguetes” do Projac aproveitem sua ausência para dar em cima de Adnet, ela mostrou instantâneamente o sangue italiano que corre em suas veias: “Pego esses meninos do CQC e vou para lá com um porrete”.
Leia com toda a calma do mundo:
Miguel Arcanjo Prado – Dani, você chega ao CQC como uma grande estrela..
Dani Calabresa – Tira essa parte, menino. Que vergonha! Você está maluco?
Não estou não. Você é muito talentosa. E é fato que chegou chegando, sim. Eu não cheguei chegando. Não sei como é chegar, chegando. Estou tão empolgada que pode parecer que estou “chegando chegando” [risos]. Olha, eu estou muito feliz. Eu gosto do programa, eu sou fã. Lembro quando meus amigos fizeram teste, o Danilo [Gentili], o Oscar [Filho], o Marco Luque.... Vários outros amigos comediantes que acabaram não passando... Eu queria fazer também, mas não pude fazer o teste porque não teve teste para mulher na época! Olha só. Eu sempre assisti ao CQC e me divirto muito. No ano passado, eu fiz uma matéria com o Rafael Cortez, que é um amigo querido, e fiquei torcendo para me chamarem. Entrei com essa empolgação.
Dá para ver que você está empolgada. Quero mostrar serviço. Quero me esforçara para merecer o meu terno e a minha gravata. É um programa de humor com informação, é um programa inteligente. Não quero fazer feio. Me ajuda, pelo amor de Deus!
Tá bom. Você vem de um espaço de muita liberdade na MTV. O CQC já um formato pronto. Sei que você vai ter esquetes, mas você acha que terá liberdade na Band de fazer o seu humor, que é muito você e não um formato? Acho que sim. Eu vim porque tenho essa sensação. Sempre que vim na Band me senti em casa. Gosto do clima, dos funcionários, sempre fui bem tratada. Em todos os programas que participei, sempre fui eu mesma e as pessoas gostavam disso. Eu vim no Agora É Tarde, no Formigueiro, no Conversa de Gente Grande, no Especial de fim de ano do Danilo, que estava eu, o Frota e o Neto, falando muito palavrão. Foi hilário!
Você vai atrair o público mais jovem para o CQC? Acho que o programa já tem um público jovem. E eu tenho um público jovem que vem da MTV, mas os pais e os avós deles também viam o Furo. Eu vim hoje com um velhinho taxista, de uns 70 anos, que me disse que adora ver o CQC. Acho que dá para atingir todas as idades.
Você tem medo de que alguma piada sua tenha repercussão maior no CQC, por ser mais visto, do que a MTV. Você tem medo de ser tolhida? Eu tenho esse cuidado para não tentar extrapolar e ser processada, e um pouco de medo de ser processada, desde sempre. Na MTV a gente já tinha isso, porque tem uma força na internet muito grande. De repente, não era tão assistido no ibope, mas muita gente via o programa na internet. Todo comediante tem esse medo para evitar dor de cabeça. Escolhi ser comediante porque gosto de fazer as pessoas darem risadas, não gosto de pisotear uma ferida, ou fazer uma coisa muito polêmica. Às vezes, acaba saindo assim porque a pessoa interpreta a piada como ela quiser. Eu tenho o direito de falar e ela de interpretar de um jeito mais maldoso, mas não é minha intenção. Não gosto de fazer piadas pesadas, eu me controlo sempre. Parece que eu sou louca, mas eu sou mais tranquila mesmo.
Você trabalhava junto do seu marido. Agora ele foi para a Globo. Você tem medo de as periguetes do Projac aproveitarem a sua ausência para darem de cima do Adnet? Tenho nada, meu amor. Vou com todos os CQCs lá. Eu pego todos esses meninos e vamos parar lá com um porrete. Imagina! Tá boa?
E como você lida com essa separação? Não tenho medo. Juro para você. A gente é tão apaixonado e a gente também é tão amigo. E o fato de termos trabalhado juntos desde 2008 até hoje, a gente tem uma confiança, um companheirismo muito grande, a gente se ajuda. E a gente já não estava todos os dias juntos. Porque ele já tinha peça no Rio e um programa de rádio lá. Então, ele já ficava uns três quatro dias por semana no Rio e depois voltava para a MTV. Então, agora a gente vai se ver um pouquinho menos, mas já já volta a mesma rotina que a gente já tinha.
Vocês já têm casas nas duas cidades? Ainda não. Mas pretendemos, viu, meu filho. Quando eu sortear uma casa no carnê do Baú nas duas cidades. Uma em São Paulo e outra no Rio.
Deus abençoe [risos]. Deus nos abençoe, amém [risos].
Fonte: Portal R7
Adaptação: Site Dani Calabresa

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