Dani Calabresa tem 31 anos. Casou há dois e meio, antes dos 30, com Marcelo Adnet, o primeiro namorado. Foi uma noiva de maio, chorou na cerimônia, usou tercinho na mão, adotou sobrenome de casada. Entrou na igreja ao som do tema de A Pequena Sereia, a princesa Disney favorita dela. Aliás, Dani acha que o marido se parece muito com o Príncipe Eric, par romântico de Ariel, a personagem que decora até hoje as paredes do quarto de solteira dela na casa dos pais, em Santo André (SP). E por falar em Disney, Dani já foi cinco vezes aos parques temáticos de Orlando com a família; na verdade, gostaria de voltar todos os anos. Ela se emociona e abre os braços para descrever o lugar: “Mágico!”.Dani Calabresa é tão tradicional quanto o ingrediente principal da pizza que a batiza. Mulherzinha mesmo.
“Eu sou muito sensível. Parece que comediante é louco e ácido e não se emociona... eu me emociono muito”, ela diz.
Acidez não faz mesmo parte do estilo dela. Apesar de acreditar que ninguém deveria se ofender com piada, Dani não anda pelo caminho explosivo trilhado por alguns dos colegas de profissão. “Faço um humor muito mais debochado”, acredita. Até hoje, não passou por nenhuma grande polêmica nesse sentido – ela não estava na equipe do apedrejado “Casa dos Autistas”, apesar de ter sofrido pelo marido e colegas. O máximo de desconforto que sofreu diretamente foi ficar sabendo que uma atriz se ofendeu com algumas piadas que ela fez na televisão.
“Fico chateada com isso. Se eu encontrar, não tenho problema nenhum, vou pedir desculpa.”
O caminho dela não é ferino. Não é nem mesmo gaiato. Dani Calabresa faz humor olhando de frente, não de cima. Sua fonte de recursos está em si mesma, tanto nas referências de seu universo “gente como a gente” – do tipo que encontra inspiração em reality shows e programas da RedeTV! – quanto na mais completa ausência do medo do ridículo, um dos grandes entraves culturais à comédia feminina. Uma pessoa com mais de 9 anos de idade que voluntariamente diz a um jornalista que “a Disney é a coisa que mais amo na vida” definitivamente não é uma pessoa preocupada em fazer tipo.
E ser Dani Calabresa é parte grande do charme e da graça dela. Quando a encontrei pela primeira vez, ela se preparava para a sessão de fotos que ilustra esta matéria e, no camarim, contava para a equipe que tinha acabado de gravar um programa “parecendo o Nerso da Capitinga”, graças a uma comédia de erros estrelada por um cabeleireiro trapalhão, com direito a frasco de pó abrindo na cabeça e maquiagem borrada na hora de entrar. Se alguém dissesse “gravando!”, a cena seria um bloco pronto do programa Furo MTV. Quando fala sobre a própria vida, a humorista cita Wanessa Camargo, Hebe e Roberto Carlos (que chama a sério de “rei”) com a mesma frequência que as referências de celebridades aparecem nos improvisos que faz para viver. A diferença é só a perspectiva.
Você continua lendo esta matéria na edição 78 da Rolling Stone Brasil, Março/2013.
E ser Dani Calabresa é parte grande do charme e da graça dela. Quando a encontrei pela primeira vez, ela se preparava para a sessão de fotos que ilustra esta matéria e, no camarim, contava para a equipe que tinha acabado de gravar um programa “parecendo o Nerso da Capitinga”, graças a uma comédia de erros estrelada por um cabeleireiro trapalhão, com direito a frasco de pó abrindo na cabeça e maquiagem borrada na hora de entrar. Se alguém dissesse “gravando!”, a cena seria um bloco pronto do programa Furo MTV. Quando fala sobre a própria vida, a humorista cita Wanessa Camargo, Hebe e Roberto Carlos (que chama a sério de “rei”) com a mesma frequência que as referências de celebridades aparecem nos improvisos que faz para viver. A diferença é só a perspectiva.
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